Governo do Estado reforça a importância da vacina contra o HPV para prevenção do câncer de colo do útero

Governo do Estado reforça a importância da vacina contra o HPV para prevenção do câncer de colo do útero

Foto: Phillipe Guimarães / MS

Nesta quarta-feira, 26 de março, é o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, um dos mais incidentes e terceiro mais comum entre as mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) alerta para a importância da vacina contra o HPV (Papilomavírus Humano) como principal forma de prevenção da neoplasia. Também reforça a atuação da rede de assistência que realiza desde consultas, exames, diagnóstico e o tratamento oncológico no território catarinense pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Santa Catarina, a estimativa é de 880 novos casos do câncer do colo do útero até o fim de 2025, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A neoplasia tem como principal causa a infecção pelo HPV. Em muitos casos, o organismo consegue eliminar naturalmente o HPV, mas quando a infecção se torna crônica, pode levar a lesões precursoras que evoluem para o câncer.

A vacina contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes para evitar a infecção e, consequentemente, prevenir o câncer cervical. O imunizante está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para meninas e meninos de 9 a 14 anos. 

“Santa Catarina possui boas coberturas vacinais, mesmo assim precisamos seguir avançando nas ações para proteger nossas crianças e adolescentes, considerando que a vacina fornece imunidade e é uma importante ferramenta de prevenção do câncer. Desde abril do ano passado, a vacina contra o HPV para crianças e adolescentes passou a ser aplicada em dose única. Essa estratégia tem intensificado a proteção contra o câncer de colo do útero e outras complicações associadas ao vírus”, explica o secretário de Estado da Saúde Diogo Demarchi.

Este ano, por meio de resolução do Ministério da Saúde, foi ampliada a faixa etária para a  população adolescente e adultos jovens de 15 a 19 anos, na tentativa de resgate de um público que perdeu a vacinação. Ainda estão inclusos grupos com condições clínicas especiais, como pacientes oncológicos, transplantados, imunossuprimidos e pessoas vivendo com HIV/Aids, podem receber a vacina até os 45 anos. E também vítimas de violência sexual entre os 9 aos 45 anos, pessoas com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR), a partir dos 2 anos de idade, e  pessoas de 15 a 45 anos que tomam a Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) também podem se imunizar contra o vírus. Basta procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta de vacinação.

A prevenção do câncer do colo do útero está diretamente ligada à redução do risco de contágio pelo HPV. O uso de preservativos nas relações sexuais é uma das principais formas de proteção. Outra medida essencial é a realização periódica do exame Papanicolau. O teste detecta alterações nas células do colo do útero antes que evoluam para um tumor maligno, permitindo o tratamento precoce.

Fatores de risco e sintomas

A evolução da doença depende do subtipo do HPV e de fatores de risco, como tabagismo, imunossupressão, múltiplos parceiros sexuais, ausência do uso de preservativos e presença de comorbidades. Essas condições podem aumentar a persistência da infecção e, consequentemente, o risco de desenvolvimento do câncer.

Nos estágios iniciais, o câncer do colo do útero pode ser assintomático. Com a progressão da doença, podem surgir sintomas como corrimento vaginal amarelado com odor desagradável, sangramento vaginal anormal (especialmente após relações sexuais) e dor na região do baixo ventre.

Se a paciente sentir algum desses sintomas, é importante buscar atendimento em uma unidade de saúde a fim de realizar o diagnóstico precocemente.

Atendimento especializado

Santa Catarina conta com atendimento especializado em Oncologia em 19 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde. Entre os serviços disponibilizados estão consultas, exames, radioterapia, quimioterapia, cirurgias, imunoterapia e terapia hormonal. O tratamento do câncer do útero varia de acordo com o estágio da doença.

Como resultado desse trabalho, que envolve instituições hospitalares e profissionais da saúde, 11.024 pacientes com câncer passaram por cirurgias em 2024, sendo que 299 foram relacionadas a câncer do colo do útero em SC.

No Cepom,  unidade do Governo de Santa Catarina, foram registrados 1.376 atendimentos a pacientes com essa neoplasia em 2024. Diante desses números, a prevenção se torna fundamental, já que esse tipo de câncer pode ser evitado.

Mais informações:
Gabriela Ressel
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
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