MARCELO TAVARES
Geógrafo
Ao nos depararamos com o último bimestre escolar somos convidados a análises típicas da época, como por exemplo, o índice de estudantes apresentando rendimentos abaixo do mínimo exigido e, por consequência, os reais motivos que direcionaram tais personagens a essa configuração tão indesejada ao universo educacional. Peças de um sistema com necessidades históricas, alguns alunos, professores, especialistas, gestores e pouquíssimos pais encabeçam – somente nessa época – movimentos que procuram corrigir e resgatar estudantes a caminho da retenção escolar, o que para muitos, de nada adianta ao analisarmos as apáticas produções realizadas no decorrer do percurso. Atitudes indispensáveis como reforço escolar, auxílio a alunos desassistidos por familiares, incentivo à leitura, acompanhamento especializado, práticas esportivas e culturais e assistência a docentes com necessidades específicas devem ser atitudes frequentes em uma escola que se intitula sincronizada e capaz de promover a construção coletiva do conhecimento e a melhoria na qualidade de vida de todos. Nesse momento, somos direcionados a acreditar que aquela educação excelente e pautada na qualidade não se conquista com posturas formatadas através de tardios discursos situacionais, mas sim, com alternativas constantes e inovadoras capazes de coibirem baixos rendimentos já a partir de sua prematura manifestação. Elevar os níveis de aprendizado é tarefa de um sistema onde o professor pode até ser peça fundamental – e eu acredito que seja – porém, para que consiga resultados brilhantes depende de inúmeros outros fatores, alguns extremamente difíceis e complexos, porém, outros completamente simples e acessíveis, como por exemplo, o fortalecimento de parcerias, a formação continuada, a ampliação de condições, o respeito ao próximo e, acima de tudo, o desejo de transformar pessoas em seres humanos muito melhores. Portanto, para que o trabalho em rede discursado país afora ocorra de verdade, é necessário planejamentos e posturas de forma contextual desde o primeiro dia de aula, pois, somente assim os culpados pelo fracasso escolar serão diagnosticados e, quem sabe, reconstruídos – se isso for necessário, é claro.
Nota:
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